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Trabalhadores paralisam BR 324 contra reformas e privatização do Sistema Petrobrás

17/05/2017

Mobilização cobrou fim da política de sucateamento da empresa

Escrito por: Sindipetro - BA


Centenas de trabalhadores de diversos segmentos participaram na manhã desta quarta-feira (17), de uma grande manifestação na BR 324, próximo ao povoado de Menino de Jesus, contra as reformas trabalhista e previdenciária e a privatização e desmonte do Sistema Petrobrás.

O ato denominado Assembleia Popular da Classe Trabalhadora, que começou por volta das 6h, foi promovido pela Frente Brasil Popular, CUT e CTB, reunindo petroleiros, petroquímicos, químicos, plásticos, metalúrgicos, vigilantes, rodoviários e trabalhadores da construção civil, entre outros.

Presidente da CUT-BA, Cedro Silva, também esteve presente na mobilização (Foto: Sindipetro-BA)Durante cerca de quatro horas os representantes dessas categorias chamaram a atenção para o que está acontecendo no país a partir do golpe que levou ao impedimento da presidenta eleita, Dilma Roussef.

A situação do Sistema Petrobrás e as consequências do desmonte da empresa para a população e a economia de diversos munícipios da Bahia também foi abordado como tema de grande preocupação. A denúncia do Sindipetro Bahia da venda da Rlam à uma multinacional petrolífera, assustou e mobilizou ainda mais os petroleiros, que participaram de forma intensa e efetiva da mobilização na BR 324.

O presidente da CUT Bahia, Cedro Silva, disse que “o que acontece hoje no Brasil com o advento do governo ilegítimo é a destruição da classe trabalhadora e a instalação de um estado de exceção no país, onde mudanças importantes que afetam os trabalhadores estão sendo feitas, de cima para baixo, sem haver sequer um debate a respeito dos assuntos, que estão sendo impostos.

“Através do golpe, Temer e seu (des) governo, que inclui muitos parlamentares que estão traindo seus eleitores, colocam em prática a agenda neoliberal derrotada sucessivamente nas urnas pelos governos progressistas”, afirmou Cedro, que também ressaltou a reação da população através da greve geral do dia 28 de abril e com a grande ocupação que será feita em Brasília, no dia 24/05, além de uma intensa agenda de mobilizações contra todos esses retrocessos.

Cedro também lembrou que essas ideias neoliberais que querem implantar no Brasil já foram tentadas sem sucesso em países como o Chile e o México. “Nesse último, um petroleiro, por exemplo, recebe 1/3 do que ganha um petroleiro no Brasil, além de comprovadamente ter aumentado a exploração da mão de obra e a precarização do trabalho”, informou o presidente da CUT.

O coordenador do Sindipetro Bahia, Deyvid Bacelar, afirmou que os petroleiros, junto com as demais categorias, “vêm participando de todas as atividades propostas pelas centrais sindicais e movimentos sociais por entender que a mobilização é a única e mais eficiente arma dos trabalhadores contra o governo golpista. Por isso, os petroleiros estarão sim ocupando as ruas, participando de passeatas e pressionando os parlamentares para que não votem contra o povo”.

Deyvid disse também ser muito preocupante o que está acontecendo com o Sistema Petrobrás.  “As vendas e ofertas de unidades da empresa, têm criado uma grande insegurança nos trabalhadores. Há o medo de perder o emprego, de perder conquistas e de ter o plano de saúde precarizado” relatou Deyvid, que falou sobre as ações jurídicas, políticas e de mobilizações que estão sendo colocadas em prática pelo Sindipetro Bahia para evitar a privatização da Petrobrás, ressaltando que “a categoria petroleira tem se mostrado disposta a realizar uma grande greve nacional para barrar de uma vez por todas essa entrega do patrimônio nacional, que traz prejuízos não só aos petroleiros, mas, principalmente ao povo brasileiro”.  

Os diretores Paulo César Martin, Rosângela Maria, Radiovaldo Costa e George Arléo, ressaltaram a necessidade de que todos participem das agendas propostas pelas centrais e movimentos sociais, “não podemos perder tempo, pois a sanha dos golpistas é grande e em menos de um ano eles podem fazer o Brasil retroceder muitas décadas”.  O diretor André Araújo completou lembrando que “uma das faturas do golpe é a reforma da previdência, que dá a possibilidade aos bancos de terem acesso a previdência social e, também à previdência complementar com seus vultuosos patrimônios, como o do Fundo de Pensão da PETROS”.

 

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