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Urbanitários do Pará entregam ao MPF representação contra a privatização da Eletrobras

09/10/2017

O documento denuncia que houve vazamento de informações privilegiadas e também aponta conflito de interesses

Escrito por: Eliete Ramos

     Entidades representativas dos trabalhadores do sistema elétrico no Pará entregaram na tarde da última quinta-feira (05) nas mãos do procurador chefe do Ministério Público Federal do Pará, Alan Mansur, uma representação contra o processo de privatização do sistema Eletrobras, que tem a Eletronorte com uma das principais empresas.

     “O documento mostra que houve vazamento de informações privilegiadas e expõe o conflito de interesses do secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, que foi conselheiro do grupo Equatorial, controlado pelo grupo GP Investimentos, que por sua vez tem interesse em assumir o controle acionário da Eletrobras”, revelou o presidente da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Pedro Blois.

A FNU e o Sindicato dos Urbanitários do Pará assinam o documento que pede o acolhimento da representação e solicita a instauração de inquérito civil para apurar a denúncia feita pela imprensa que “mostra a relação, no mínimo eticamente questionável, entre pessoas e grupos empresariais envolvidos no processo de privatização”, frisa Jorge Costa, representante do Sindicato dos Urbanitários do Pará.

Segundo o documento, o grupo GP Investimentos já é o segundo maior acionista da Eletrobras e tem interesse em se tornar acionista majoritário. O GP controla a Equatorial, controladora da Celpa, da Cemar (Maranhão) e da Light Rio, empresas que tiveram como conselheiro o atual Secretário Executivo do Ministério de Minas e Energia, um dos responsáveis pelo processo de privatização da Eletrobras.

“O conflito de interesses é claro. A energia é um produto estratégico para o país e não uma mera mercadoria. Esse processo de privatização coloca em risco a segurança do setor elétrico e a economia nacional trazendo consequências terríveis para a sociedade. Aumento da tarifa e exclusão de uma parcela da população sem condições financeiras serão as principais consequências sociais”, finaliza Pedro Blois.

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